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O Palácio Maçônico “Nasseri Gabriel” está recebendo novas pinturas, com destaque a imagem do Pelicano.

Palácio Maçônico “Nasseri Gabriel” – em Goiânia – está sendo totalmente reformado e tem ganho rasgados elogios por parte da comunidade maçônica e não maçônica, sobretudo pela  pintura, em azul e branco, dos blocos, com destaque a restauração da imagem do pelicano que adorna a entrada do palácio, no bloco um e que, sob as competentes mãos do famoso artista escultor irmão Elifas Modesto Batista, goiano de Goiania, permite a todos nós um lindo visual.

A vista disso, para melhor conhecimento da nossa comunidade, buscamos alguns dados sobre essa formidável ave.

O pelicano é o símbolo do sacrifício e da doação. Na Eucaristia, é Jesus Cristo, como pão do céu, da paz e a salvação da humanidade. Assim, São Jerônimo, num comentário do Salmo 102, disse: “Sou como um pelicano do deserto, que fustiga o peito e alimenta com o próprio sangue os seus filhos”. Assim, tornar-se um símbolo da Paixão de Cristo e da Eucaristia.

Do mesmo modo que o pelicano, Cristo se sacrificou, dando-nos alimento através do Seu amor auto sacrificial. São Tomás de Aquino (1225-1274) faz referência ao símbolo do pelicano em seu hino “Adoro te devote”, além de também citar o animal em outros textos: “O pelicano bom a nos inundar com vosso sangue, sangue no qual uma só gota pode salvar o mundo inteiro”.

Muitas das faculdades de Oxford e Cambridge foram estabelecidas por ordens religiosas católicas para a educação de seus membros. Assim, o Pelicano também aparece no Brasão do Corpus Christi College de Oxford e Cambridge. Essas faculdades ainda conservam lembranças de sua herança católica. Dentro do quadrilátero de Corpus Christi College, em Oxford há uma grande coluna em que se ergue a estátua de um pelicano.

Brasão da Corpus Christi College Cambridge, representando a cena do Pelicano Eucarístico sob dois ângulos (utilização de cores intensas para representar a cena de Cristo e sua paixão)

Brasão da Corpus Christi College Oxford, representando o Pelicano Eucarístico bicando o próprio peito, respingando sangue.

Na nossa Ordem, (Maçonaria) o Pelicano significa Deus alimentando o seu cosmos com a própria substância (no caso o sangue). Nas páginas do Dicionário Enciclopédico da Maçonaria existe a seguinte descrição sobre o pelicano: “Símbolo maçônico representado pelo pelicano derramando sangue pelos seus filhotes a que foi adotado pela maçonaria. Na antiga arte cristã, o pelicano era considerado emblema do salvador”. Além disso, nas suas representações, o pelicano sempre apresenta seus filhotes de acordo com os números sagrados para os maçons (3, 5 ou 7).

Os alquimistas e egípcios também apresentaram diferentes significados para o pelicano. Para os alquimistas, pelicano foi o nome dado a um utensílio, uma espécie de alambique que teria o objetivo de alimentar, constantemente, a vida. Os egípcios acreditavam que era uma ave sagrada .

A principal característica do pelicano é uma bolsa membranosa que prende o bico, duas ou três vezes maior que seu estômago que tem a finalidade de armazenar alimento por um determinado tempo. Além disso, como a maioria das aves aquáticas, possui os dedos unidos por membranas. Encontrados em todos os continentes, com exceção da Antártida, podem chegar a medir até três metros, de uma asa a outra, e pesar até 13 quilos. Os machos são normalmente maiores e possuem bicos mais longos que as fêmeas, sendo que ambos se alimentam de peixes.

Costumando a sofrer de uma doença que os deixa com uma marca vermelha no peito, o que deu a origem a Lenda do Pelicano Eucarístico. Outra versão da lenda, é que os animais costumavam matar os filhotes e, depois, ressuscitá-los com seu sangue. Na Europa medieval eram considerados animais especiais e zelosos que alimentavam os filhotes com o alimento que extraíam da sua própria bolsa e chegando a faltar alimento, dava-lhes o seu próprio sangue.

Texto – Gabinete

Informamos que a Academia Goiânia Maçônica de Letras terá reunião no dia 25/10/2018, às 19:30, no GOBGO.

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Relação dos componentes da academia maçônica de Letra do Estado de Goiás